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CVM investiga possível interferência na renúncia do presidente do conselho da Vale | VEJA Pular para o conteúdo ASSINE VEJA NEGÓCIOS Economia CVM investiga possível interferência na renúncia do presidente do conselho da Vale Segundo a Vale, Daniel André Stieler renunciou após pressão do fundo de previdência do Banco do Brasil Por Bruno Andrade SEGUIR SEGUINDO 9 jul 2026, 10h14 Segundo o fundo, a indicação está alinhada ao seu papel de investidor institucional (Cris Faga/NurPhoto/Getty Images) Continua após publicidade Compartilhe essa matéria: Link copiado! Priorizar nos meus resultados Google A Comissão de Valores Mobiliários ( CVM ) abriu um processo administrativo, a pedido do investidor Renato Sobral Pires Chaves, para investigar possíveis interferências da Previ, fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil , na renúncia do presidente do conselho de administração da Vale , Daniel André Stieler. A informação consta em nota enviada pela autarquia à VEJA Negócios nesta quinta-feira, 9. Ao longo da semana, circularam notícias de que a saída teria ocorrido por pressão da Previ, maior acionista de referência da mineradora. Em resposta à VEJA Negócios, a Previ informou que indicou José Maurício Pereira Coelho para substituir Daniel André Stieler. A eleição do novo presidente do conselho está prevista para o próximo dia 22. Segundo o fundo, a indicação está alinhada ao seu papel de investidor institucional, comprometido com a fiscalização e a promoção das melhores práticas de governança. A Previ afirmou ainda que a eventual substituição faz parte de um processo natural de renovação e acompanha a evolução das demandas do mercado por maior independência e fortalecimento institucional. Siga Seguir no Linkedin Seguir no Telegram “A indicação de José Maurício Pereira Coelho é técnica, relevante e tem receptividade do mercado. Com sólida trajetória em finanças e governança, Coelho foi presidente do Conselho de Administração da Vale entre 2019 e 2021 e reúne experiência e profundo conhecimento da companhia”, afirmou. Continua após a publicidade Segundo a CVM, o procedimento administrativo tem como objetivo apurar os fatos relacionados ao caso. A autarquia informou ainda que o processo tramita sob sigilo e, por isso, não fará comentários adicionais. O pedido apresentado pelo investidor busca apurar se a saída do presidente do conselho configurou uma ingerência na governança da mineradora, uma vez que a Previ administra os fundos de previdência dos funcionários do Banco do Brasil, instituição controlada pelo governo federal. O que diz a Vale? Em comunicado ao mercado, a Vale afirmou que a renúncia de Daniel decorreu de uma decisão pessoal, formalizada por meio de carta apresentada à companhia em 6 de julho de 2026. Continua após a publicidade “A saída de Daniel antes do término de seu mandato decorreu de sua decisão pessoal de não resistir à pressão do maior acionista de referência da companhia, a Previ, tendo em vista o melhor interesse da Vale”, informou a empresa em comunicado divulgado ao mercado na noite desta quarta-feira, 8. Segundo a mineradora, como o desligamento não estava previsto e ocorreu enquanto ainda havia temas estratégicos em desenvolvimento no âmbito das atribuições do presidente do conselho de administração, foi necessário adotar medidas adicionais para assegurar uma transição adequada. “Foi celebrado o Contrato, por meio do qual Daniel assumiu obrigações de não competição, não solicitação, não difamação e confidencialidade pelo período de 24 meses, tendo em vista o amplo acesso que teve a informações confidenciais e estratégicas do Grupo Vale durante o exercício de suas funções”, afirmou a companhia. Publicidade TAGS: Ações (finanças) CVM Empresa Mercado financeiro Mineração Vale Vale do Rio Doce Veja Negócios OFERTA RELÂMPAGO Assine a revista OFERTA RELÂMPAGO - A partir de R$ 7,99/mês Veja OFERTA RELÂMPAGO Assine a revista OFERTA RELÂMPAGO - A partir de R$ 7,99/mês Guia do Estudante OFERTA RELÂMPAGO Assine a